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Operation Facebook, Nov 5 2011

O grupo Anonymous emitiu um vídeo do YouTube em Inglês, Espanhol e Alemão anunciando planos para destruir a maior rede social do mundo, Facebook.
Os hackers oferecem ajuda a qualquer pessoa preocupada com a propagação de informações pessoais na web para se juntar à causa e "matar Facebook por causa da sua própria privacidade" na ação que "vai ficar na história", definindo a data para 05 de novembro de 2011 .







Já imaginou não poder bisbilhotar a vida dos outros através do Facebook? Ou ter que enviar um email para cada um dos seus contactos a contar as suas novidades ou para enviar as fotos das suas últimas férias? E se não puder contar onde é que está, o que é o que está a fazer, a pensar, a comer, a ver ou a ouvir? Poderíamos voltar a ser iguais ao que éramos antes de uma rede social existir? Se calhar esta visão apocalíptica de um mundo sem Facebook pode acontecer mais cedo do que pensava.

 Sabe-se que os Anonymous partilham as mesmas ideias de Julian Assange, criador do WikiLeaks, que ainda este ano descreveu o Facebook como “a mais apavorante máquina de espionagem já inventada”, argumentando que “aqui [no Facebook] temos a base de dados mais abrangente de pessoas, das suas relações, nomes, moradas, localização, comunicações com outras pessoas, familiares, tudo dentro dos Estados Unidos da América, acessível aos serviços de inteligência norte-americanos”.

Para os Anonymous, Julian Assange é considerado um preso político e todos aqueles que se declararam inimigos do criador do WikiLeaks foram automaticamente atacados pelos ciberactivistas, tal como aconteceu com a PayPal e a MasterCard, que se recusaram a receber donativos para a WikiLeaks e que sofreram ataques dos Anonymous.

Os Anonymous são autores de mais de 70 ciberataques a organismos oficiais no mundo inteiro. A ideia da compra de armas em nome da defesa nacional hoje em dia já não é suficiente. A declaração de guerra dos Anonymous mostra que as guerras, agora, podem não ter canhões nem mísseis, nem tanques ou navios. O ataque não é armado, é informático. O palco do combate não é físico, nem palpável. Esta é uma guerra virtual, com soldados (fardados ou não) em diferentes pontos do universo. Basta tomar como exemplo a Líbia, Egipto ou Tunísia, cujos sistemas informáticos governamentais foram severamente castigados pelos Anonymous durante as revoltas das populações. Armas? Já não servem. Cada vez mais os governos, as empresas e as organizações internacionais são vulneráveis a este tipo de ataques, a defesa informática pode ser agora a melhor forma de combater inimigos.
Sobra uma pergunta: os Anonymous são uma rede de criminosos que devem ser detidos a todo o custo, ou uma rede de pessoas que defendem o aumento da segurança na Internet, a liberdade de expressão e o fim da ditadura e da corrupção política? A guerra vai começar. 5 de Novembro.

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