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Segurança na Internet

Ter um computador ligado à Internet é como estar permanentemente debaixo de fogo. Mas existem ferramentas que minimizam ao máximo esse perigo e por isso conquistaram um espaço imprescindível nos nossos computadores. Firewalls e antivírus são tão essenciais como fechaduras e portas na nossa casa. Falámos com um ex-hacker, que explica porque é que, mesmo com uma firewall e um antivírus activos, alguns ataques são bem sucedidos e diz o que devemos fazer para defender os nossos dados.

1. Firewall é imprescindível


É uma espécie de porteiro do mundo virtual residente nos computadores. Uma barreira de protecção que controla o tráfego de dados entre o computador e a Internet. Tudo o que entra e o que sai passa necessariamente por ela, sendo uma arma fundamental na luta contra convidados indesejados. Uma firewallhackers aproveitam-se desses canais indevidamente abertos para entrar e movimentar-se à vontade naquele computador ou em redes, podendo consultar, destruir ou copiar toda a informação de que necessitam. Uma firewall sem uma lista dos canais de comunicação actualizada funciona tão bem como um porteiro a quem o organizador da festa se esqueceu de entregar a lista de convidados. "De nada serve ter uma casa com uma porta de aço se deixamos várias janelas abertas", resume Paulo Santos. É por isso muito importante certificar-se de que tem uma firewall funciona com base numa lista de convidados: quem está nessa lista pode comunicar com o nosso computador, quem não está verá destruídas as mensagens que para ele transmitir. A Internet não é mais do que uma série de computadores ligados. Estes computadores falam entre si utilizando um 'protocolo' chamado TCP/IP. O grande canal condutor que é linguagem comum entre computadores está subdividido em milhares de canais temáticos, cada um deles dedicado a transmitir determinado tipo de informações. Por certos canais passa o correio electrónico, por outros passam as páginas da World Wide Web, e esta divisão temática permite aos computadores comunicar de forma particularmente eficiente. E se existem determinados canais de comunicação, certas portas que estão abertas (as do e-mail, da World Wide Web, porque as queremos utilizar) e que podem ter tráfego, também há outras que devem estar fechadas, mas por vezes estão escancaradas. Há por exemplo canais que se destinam a controlar computadores à distância, a partilhar ficheiros, entre muitas outras operações que o comum utilizador de todo desconhece. Os problemas de segurança surgem precisamente quando esses canais de comunicação, que deveriam estar bloqueados, estão abertos e acessíveis. Assim acontece por desconhecimento ou desleixe, no caso de um utilizador normal com computador em casa, ou por preguiça ou incompetência, no caso dos administradores profissionais de sistemas de empresas e organismos públicos e privados. Os activa no seu computador, seja a que é fornecida com o sistema operativo ou com o antivírus (se ambas estiverem activadas entram em conflito).

2. Antivírus como vacina


É outra ferramenta essencial para evitar invasões que podem danificar o computador e, consequentemente, toda a informação que lá temos. Normalmente, os antivírus podem ser actualizados pela Internet, com 'vacinas' para cada novo tipo de vírus criado. Este processo de criação de vacinas é nos computadores muito parecido com o processo equivalente na medicina. É uma corrida contra o tempo entre os laboratórios, as mutações e o aparecimento de novos vírus. Os computadores não são igualmente susceptíveis de ser infectados por vírus. Os sistemas Linux e Apple Macintosh são mais resistentes e afectados por menos problemas; os computadores que utilizam o Microsoft Windows são literalmente incubadoras de todo o tipo de 'doenças' e 'maleitas' informáticas. "Hoje, uma instalação do Microsoft Windows sem antivírus está condenada a ser infectada em poucos segundos assim que se liga à Internet", garante Paulo Santos. Existem antivírus gratuitos e pagos. Fundamentalmente, a diferença é que as empresas que criam os antivírus pagos promovem a ideia de ter funcionários prontos para actuar assim que surge um novo vírus, encurtando o tempo de resposta ao vírus. O importante é ter instalado um antivírus e garantir que este está sempre actualizado. Mais importante que a qualidade do antivírus é a sua actualização, que deve ser regular e proporcional ao grau de exposição do computador à Internet.

3. Actualizar o software


Tão importante como a firewall e o antivírus é ter o restante software do seu computador actualizado. "Ainda que para isso se tenha de trocar de computador ao fim de poucos anos, de forma a poder correr as últimas versões do Windows", avisa Paulo Santos. Sem todos os componentes actualizados, o computador ficará em risco. Imagine que tem um Fiat 500 de 1968. É bonito, mas a determinada altura já não há peças para ele e nem se podem adaptar os novos sistemas de segurança, como os airbags. Num computador é a mesma coisa. As novas versões têm actualizações de segurança que não fazem parte do software antigo. Ou seja, se ainda tem o Windows XP, comece a pensar em trocá-lo pelo Windows Vista, ou mesmo pelo Windows 7, que já aí está. Não temos de possuir a última geração tecnológica, mas temos de possuir sempre computadores que ainda sejam suportados e actualizados regularmente pelos fabricantes.

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